Ogrices – O Velho Ogro do Mar

Quando temos energia não temos experiência, não sabemos de nada da vida e acabamos dando as maiores furadas do planeta em uma época que as vezes traz espinhas, suor demais e ereções em momentos inapropriados. Hoje, mais velho, sei de muita coisa, mas o corpo não está mais em ponto de bala, as espinhas sumiram, o suor reduziu e as ereções foram controladas para os ambientes mais indicados. Ainda bem que sou um ogro dos tempos das interwebs, daqueles que se renova, aprende e fica mais novo na cabeça.

Ogrices chegou para contar a vocês minha vida de ogro, minha maneira de pensar, meu modo de agir e muitas das situações que eu passo e vejo no cotidiano. Um desabafo pré balzaquiano para os historiadores saberem pelos meus desenhos nessa parede tudo que aprendi e vivi nesse tempo, aquilo que passei, o que comi e me fez engordar, o que deixei de fazer. O resultado de tudo isso em algo que me orgulho e me faz amanhecer cantando, e importunando as pessoas todos os dias da minha vida, bem vindos ao Ogrices.

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Para começar deixo uma coisa simples no ar: – Bom Dia!

Há alguns anos eu tenho dificuldade com as pessoas que se recusam em responder um simples “Bom Dia”, quando morava em São Paulo trabalhava em um prédio com diversos escritórios onde a maior parte das pessoas era educada. Todos davam bom dia logo ao ver sua chegada. Esse cumprimento não lhe obriga a fazer papo furado, falar sobre o tempo ou futebol, é apenas uma convenção social simples aonde você deseja que a pessoa tenha um dia agradável, um simples ato de boa fé sem nenhum grande esforço necessário.

Quando eu era mais jovem, isso me causava irritação, ficava puto da vida das pessoas não responderem e mais ainda com aquelas que fingiam ignorar, isso realmente estragava meu dia. Ficava remoendo esse sentimento e me esquecia da prioridade de tudo isso, ter um maldito “BOM DIA!”. Cresci e evoluí, passei a repetir a saudação de bom dia até a pessoa responder. Apesar de trabalhoso, isso me mostrou resultado, principalmente em elevadores lotados que deixavam a pessoa constrangida. Esse não era o final do aprendizado, felizmente aprendi um dos grandes segredos da vida.

O mau humor, ou a falta de pica alheia, não é meu problema. Aprendi que entrar nos lugares e saudar as pessoas é uma necessidade minha, eu faço a minha parte, tenho educação. As pessoas podem pegar o meu cumprimento e enfiar aonde quiserem, ter um bom dia, um mal dia, ou não ter absolutamente nada. Este é o tipo de conhecimento que o tempo traz, felizmente cada dia mais em paz comigo mesmo.

 

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