Haja Amor – Mudando de casa.

Desta vez vamos falar de um amor diferente. Do amor geográfico, do relacionamento com o local onde vivemos, coisa territorial mesmo, amor físico!

Tem quem seja nômade e tenha amor pelos caminhos do mundo. Tem quem tenha raízes e tenha amor por sua terra natal. Tem quem plante amor nos lugares onde mora. Nunca seremos todos iguais (VIVA!).

Seja qual for o seu estilo, existe sempre uma “casa”.

Pode ser o lugar que você paga em 30 anos, ou sua mochila resoluta e desapegada. E este amor pelo “seu lugar” é um sentimento único. Que normalmente afoga quem ainda não se entendeu, ou não tem onde morar…

Minha irmã era do mundo, morava em sua mochila, gostava de ter e desapegar. Virava as costas e ia embora. Corajosa. Morava na fumaça do seu cigarro, no mate/tereré pela manhã e numa mesa com um café lindo. Sempre quis ser assim também.

Conheço gente que se sente assim quando chega em um lugar novo. Pisou na praia bate o coração e assim por diante. Admiro. Nômades, desbravadores e exploradores de modo geral. Gente que mora no pé, no vento, entrega o amor inteiro pro movimento.

Viveria bem em um trailer, acredito, mas numa mochila seria infeliz. Não ligo pra mudanças de paisagens, mas detesto mudar de cama, por exemplo. Telhas não me importam, mas me importa ter um espaço meu. Me dá sobriedade saber que posso ficar ali, me conforta a sensação de “terra sem julgamento”.

Desde que saí da casa de minha mãe já morei na 9 de Julho, na Carlos Comenale, na Conde de Irajá esquina com a Afonso Célso, na Rua Ipiranga, na Torquato de Camillo e na Marquês de Leão. Num breve momento de mudança de Estado um mês na sogra, um outro na mãe.

Ufa. Sete mudanças ao todo. No momento casa encaixotada e a próxima mudança a vista, ali bem na curva do dia. Penso que me adaptei bastante, revi minhas prioridades e conceitos de lar várias vezes (logo, voto que sim pro trailer, risos!).

Sempre tive amor pela ideia casa, um “chão” pra chamar de meu e me sentir pertencente.

Agora, estamos em transição: casa encaixotada e morando na sogra do Felipe mais uma vez. Mas quando abrirmos as caixas teremos nossa primeira casa própria. Se vai ser pela vida inteira, não sei. Só sei que ali já mora todo nosso amor.

O meu chão vai ser no ar, vai ser pequeno, vai ser junto com a família que eu construí, vai ter todas as memórias que carregamos e vai sempre acolher todos os nossos amigos com o mesmo amor de sempre. Sim, nós amamos nossa casa como amamos nossas vidas, nós mesmos, nosso amor, nossa filha, nossas famílias e nossos amigos.

Onde mora o seu amor de lar?

Nota:
Hoje não tem clipe! Por que sentir se em casa é um contexto. Mas tem playlist especial para quem quer entrar no clima. Agradecimento especial aos amigos Felipe Lopes, Malu Lenzi, Ivan Garde, Ricardo Morástico e Mariana Ornelas que compartilharam as músicas que tocam em seus corações quando se sentem “em casa”. 😉

2 thoughts on “Haja Amor – Mudando de casa.

  1. Que a casa própria seja mais uma fase linda, dessa família tão cheia de amor! 😍 olhos encheram de lágrimas.. Saudades e felicidades!

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