Entre Cafés – Cem Anos de Solidão

Janeiro é aquela época em que a gente se divide entre a realidade de todo dia e os sonhos e planos pro ano que acabou de começar. Recentemente eu assisti Narcos e logo no início da série se faz uma referência a um gênero literário que adoro, o Realismo Fantástico.  Pra mim esse é um ótimo jeito de expressar o sentimento em torno do começo de um novo ano, a mistura entre o real e o sonho. Diante disso e de um clima Colombiano em que entrei depois da série decidi começar o ano com o pé direito, um autor incrível e um livro pelo qual me apaixonei: Cem Anos de Solidão de Gabriel García Marquez.

O Motivo: Eu tinha uns 17 anos quando ganhei o livro de presente do meu primo mais velho. Ele disse que tinha mais ou menos a minha idade quando leu e se apaixonou e me desejava o mesmo. Eu comecei o livro e desisti no primeiro capítulo umas duas vezes, ficava confusa com a repetição dos nomes (spoiler: na família Buendia os nomes masculinos se repetem MUITO). Na terceira tentativa decidi dedicar minha total atenção ao livro pra não me perder nos detalhes, deu certo, passei o primeiro capítulo e não soltei mais. Entrou pra minha lista de favoritos com direito a múltiplas leituras.

O Livro: Como explicar um livro com essa complexidade? Parece simplório dessa forma, mas o livro acompanha a trajetória da família Buendia durante diversas gerações. José Arcadio e sua esposa Úrsula deixaram a aldeia onde viviam e partiram com um grupo em busca de um novo lugar ara viver que fosse próximo ao mar. Depois de um longo período de buscas, sem chegar ao mar, eles encontram um local vazio onde decidem formar o povoado de Macondo. É no povoado fundado e planejado pelo patriarca da família que as gerações dos Buendia vão viver, por vezes evitando o contato com o mundo exterior e por vezes o buscando.

Vale a pena?: Vale ler, reler, ler de cabeça pra baixo, estudar a história por trás de tudo e ler de novo… vale! Eu gostei tanto que já li umas 3 vezes e na última fiz uma pesquisa sobre a vida do autor e a história da Colômbia, o que me ajudou muito a entender como as coisas se relacionam no livro e as críticas que são feitas. Um exemplo de informação “escondida” é que Macondo era o nome de um bananal próximo à cidade onde o autor cresceu.

Pra acompanhar: O café Colombiano é famoso no mundo inteiro, mas se você estiver com calor sugiro que você faça dele um frappuccino pra refrescar a leitura.

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