Brasil Cultural – Passado, Presente, Destino

Nada melhor como um feriado na cidade onde você mora para fazer programas diferentes, fora da famigerada rotina. Como no último dia 20/11 foi feriado aqui em São Paulo, aproveitei para conferir a exposição “Em Busca do Destino”, da artista japonesa Chiharu Shiota, no Sesc do bairro Pinheiros. Uma ressalva sobre os Sescs: eles sempre têm uma programação cultural muito boa, então nunca esqueça deles caso esteja procurando um lazer diferente na sua cidade.

A exposição conta com somente três espaços, inclusive um já é bem logo na entrada. Talvez o número aqui não seja tão importante, já que todos eles fazem você refletir sobre a forma como a artista conseguiu colocar em prática a sua ideia. Os três envolveram, sem dúvida, muita dedicação de tempo, habilidade e paciência!

O espaço que mais chamou a minha atenção foi o último, que fica no 2º andar do Sesc. Quando vi a obra abaixo, a primeira pergunta que veio à minha cabeça foi: “como tudo isso foi feito?”. Para chegar neste resultado, Chiharu esteve à frente de uma equipe de 15 assistentes e montadores, entre profissionais do país e do exterior. Ao longo de mais de 350 quilômetros de fios de lã, 3.713 cartas escritas pelo público e reunidas em processo colaborativo foram presas, o que gerou esta complexa “teia” que se estende pelos 680 metros quadrados da instalação.  Mais números: a obra consumiu cerca de 50 mil grampos para prenderem os fios (uau, né?). O tema das cartas foi agradecimento. A artista convidou as pessoas, através de vários pontos de coleta, a escreverem mensagens que agradecessem algo em suas vidas.

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Mas por que os fios? Uma das reflexões que a artista quer provocar no público é mostrar a conexão que existe entre a trajetória pessoal de cada um e os vestígios que remetem aos momentos vividos por nós durante as nossas vidas. Da mesma forma que temos histórias únicas, vivemos em sociedade e estamos conectados de alguma forma. As cidades de hoje são cada vez mais multiculturais e globalizadas, assim como as nossas experiências. Com “Em Busca do Destino”, Chiharu se refere aos diversos prismas da vida humana usando a metáfora da conexão como essência.

Afinal, ninguém é feliz na solidão, não é mesmo?

O quê? Em Busca do Destino

Quando? Até 10/01/16. Terça a sexta, das 10h às 21h30, sábados das 10h às 20h30, domingos e feriados, das 10h às 18h30

Quanto? 0800 – grátis \o/!

Onde? Sesc Pinheiros – Rua Paes Leme, 195. Mais informações: 11 3095-9400

GIRO BRASIL

Salvador BA

Salvador

Amanhã (25) Salvador recebe shows para todos os gostos e estilos. É que gravação do Show da Virada, exibido na TV Globo entre o dia 31 de dezembro e madrugada do dia 1º de janeiro, será feita na cidade. Então pode anotar: Luan Santana, Ivete Sangalo, Capital Inicial, Sorriso Maroto e Aviões do Forró vão receber, cada um deles, as bandas Malta, Scalene e Psirico e os cantores Thiaguinho, Ludmilla, Gustavo Lima, Tiago Iorc, Gusttavo Lima, Vitor e Léo e Mumuzinho. Festona, hein? E ainda dá tempo de comprar os ingressos

O quê? Gravação Show da Virada

Quando? 25/11, quarta, às 19h30

Quanto? Balcão de Ingressos, Ticketmix, Populares A Tarde, Balcões Pida (todos os principais shoppings da cidade). Arena meia: R$ 35 + taxa; Casadinha Arena: R$ 60 + taxa; Área Vip – front stage meia: R$ 70 + taxa; Área Premium – front stage (open bar) Feminino meia: R$ 130 + taxa / masculino R$ 150 + taxa (classificação para setor open bar – 18 anos).

Onde? Wet’n Wild – Avenida Luiz Viana Filho – Salvador – BA


Porto Velho RO

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Para quem quer conhecer um pouco mais a história de Rondônia, a exposição itinerante dos 150 anos de Marechal Rondon, que no momento está no Museu das Comunicações, no centro de Ji-Paraná, é uma boa pedida! O objetivo é resgatar e difundir os registros do desbravamento de Marechal, além de promover o turismo cultural em Rondônia, já que a exposição segue, respectivamente, para os municípios de Cacoal, Vilhena e encerra em Guajará-Mirim em maio de 2016. Em Ji-Paraná ela vai só até o dia 30/11. Últimos, últimos dias :)!

O quê150 anos de Marechal Rondon

Quando? Até 30/11, em horário comercial

Quanto? 0800 – grátis \o/!

Onde? Museu das Comunicações – Rua Travessa do CDL, s/n, Centro – Ji-Paraná – RO


Brasília DF

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Ae, Brasília! Tem programação quentíssima rolando no CCBB! A sensação é a exposição Iberê Camargo: um trágico nos trópicos, que comemora o centenário de nascimento do artista brasileiro. Na mostra, o público pode apreciar desde obras da fase Natureza Morta, iniciada na década de 1950, período em que Iberê retornou da Europa para o Rio de Janeiro depois de estudar com mestres como Carlos Alberto Petrucci, De Chirico e André Lhote, até as grandes e trágicas telas de sua última fase, nos anos 1990, que incluem as séries das Ciclistas,  As Idiotas e Tudo Te é Falso e Inútil. São pinturas, desenhos, gravuras e matrizes, tudo para você não perder nada da trajetória do artista.

O quê? Iberê Camargo: um trágico nos trópicos

Quando? Até 11/01/16, de quarta a segunda, sempre das 9h às 21h

Quanto? 0800 – grátis \o/!

Onde? CCBB Brasília – Centro Cultural Banco do Brasil Brasília – SCES Trecho 2, Lote 22, Asa Sul, Centro – Brasília – DF


Rio de Janeiro RJ

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A Galeria da Livraria Cultura, no centro, está com a exposição “Momentos: esculturas em papel” de André Luiz Braga. A visitação vai até 28 de novembro, de segunda a sábado, das 9h às 21h, e nos feriados, das 13h às 19h. O artista desenvolveu as técnicas de dobradura intuitivamente quando ele tinha oito anos e observava atentamente o trabalho artesanal divulgado em revistas da área. Ao longo do tempo, começou a desenvolver uma técnica própria cuja arte não se enquadra em nenhuma categoria específica, como papel machê ou origami. Está de parabéns, André Luiz Braga!

O quê? Momentos: esculturas em papel

Quando? Até 28/11. Terça a sábado, das 9h às 21h

Quanto? 0800 – grátis \o/!

Onde? Livraria Cultura – Cine Vitória – Rua Senador Dantas, 45, Centro – Rio de Janeiro – RJ


Curitiba PR

Curitiba

Muito interessante a exposição que tá rolando no Museu da Fotografia Cidade de Curitiba. Intitulada “Segunda Infância: eu sei dizer sem pudor que o escuro me ilumina”, a mostra é da artista visual Nicole Lima, que busca entrecruzar imaginários vivos e mortos através de restos de fotografias. A artista reconstruiu as fotos conforme instruções dos doares. O resultado são imagens destruídas ou reconstituídas. Que tal?

O quê? Segunda Infância: eu sei dizer sem pudor que o escuro me ilumina

Quando? Até 10/12, de terça a sexta, das 9h às 12h e das 14h às 18h, e aos sábados e domingos, das 12h às 18h

Quanto? 0800 – grátis \o/!

Onde? Museu da Fotografia Cidade de Curitiba  – Rua Presidente Carlos Cavalcanti, 533, Centro – Curitiba

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