8,80 – Consciência negra, amarela e azul

Aproveitando a véspera deste Dia da Consciência Negra, vim perguntar como é que anda a sua. Não só a negra, mas todas que te livram de qualquer preconceito que seja.  

Muito bem, obrigado.
Mesmo?

Eu fico bem chocada quando vejo qualquer reação preconceituosa, racista ou de discriminação. O que te faz diferente do preto? E do pobre? Da mulher? Da faxineira? Do mendigo? Ou até daquela pessoa que tá com uma roupinha fora de moda?! O que te faz diferente dessas pessoas que você acha que não merecem seu respeito?

Ao menos que você seja uma espécie extraterrestre, que desconheço, e seja maravilhosa em coisas que humanos não são, sinceramente, acho que você é igual a todas as pessoas que ganharam uma plaquinha de classificação de gênero, número e grau.

No fim todo mundo morre, vira comida de verme, vira pó. E talvez pague, no pós-vida, pela escolha que teve de julgar pretos como pobres e pobres como criminosos e criminosos como burros e burros como pretos e aí vai esse ciclo vicioso sem sentido.

A última que ouvi foi quando reclamei pro DP da empresa sobre o sumiço do meu headphone. Ouvi de volta “vamos questionar as faxineiras porque todo mundo associa roubos com as pessoas mais pobres”. Feliz da minha mãe por sempre ter dito que eu não era todo mundo.

Até quando vamos suportar este tipo de coisa?

Antes de julgar a cor, a raça, a opção sexual ou a classe social, pensa se você gostaria de ser julgado. Ia gostar de ser chamada de branquelo? De ladrão? De loira burra? Ninguém gosta de ser visto como não é. Então, vamos simplesmente parar de fazer isso. Porque de acordo com o dito popular: faça com os outros o que gostaria que fosse feito com você.

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